quinta-feira, 18 de junho de 2009

algo sobre a mente

A mente é algo terrível. Consegue confundir-me de forma tão simples, através da ilusão. Consegue esconder a realidade perante nós fazendo-a desvanescer mesmo diante dos nossos olhos. Mas não parece tão óbvio? Não, o passo é tão perfeito que nem conseguimos desvendar ou simplesmente sentir algum devaneio da nossa parte. Tenho dúvidas, faz parte da sua natureza? A mente é parte de mim, e agora que faço? Tenho que dominá-la? Ou deixo-me levar pelas suas auroras e vincos que por vezes se formam e reluzem sem eu ter conhecimento do seu objectivo? É um pouco estranho, pois parece que dá a entender que classifico a mente como outro ser dentro de mim que me faz ser eu própria, ou que condiciona para a minha personalidade juntamente com o meu ser interior. Por vezes sinto que sim. Neste momento reparo que existem momentos em que sinto emoções estranhas devido a pensamentos meus, da minha mente, acerca de outrem que me influenciam na maneira de eu pensar em saber quem sou e o que quero ser. Este aspecto tem vindo a intrigar-me, pois o seu sentir provoca-me uma sensação de desconforto e de desorientação. Penso que a mente me tenta segredar algo, mas eu descodifico a informação com confusão e insegurança. Cada vez mais olho para a solução do seu mistério algo de grandioso e de bastante relevância para o meu ser, a essência do ser eu, talvez. Na minha vez sucede ter que reflectir no pensamento quando este decide manifestar-se. Mas torna-se complicado. Sei algo que penso ser um começo: eu existo. A situação principia a sua jornada de mentalização. Pois sei também uma via segura para conseguir caminhar com harmonia, realizar o 'eu' e concretizar os seus simples desejos. Momentos de felicidade são desvendados. E a chaga se esconde no vazio da minha inspiração. Mente, eu confio em ti.
Maria João Petrucci

5 comentários:

  1. Lindo *---*

    A tua forma de ver a mente, e de a descrever enquanto o qe é e aqilo qe provoca em ti eh simplesmente fascinante.. e porqê ? Porqe eh simples mas ao mesmo tempo complexa, pois conseguiste expor a tua mente em palavras e cada uma delas faz o maior sentido do mundo.

    Esta mesmo bonito (tal como todos os outros)
    Já sabes qe adoro a forma como escreves.. Eh espectacular (:

    Beijinho qerida <3

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  2. excelente fluxo de ideias maria.


    o humano refere-se a ele próprio de uma maneira exterior, as minhas mãos, o meu corpo, o meu cérebro, a minha mente , o meu ego, a minha alma. não há um espaço defenido para o verdadeiro eu.




    há que sempre haver um equilíbrio, deixa os pensamentos fluirem naturalmente.



    excelente excelente texte maria joão :)

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  3. A mente é sem dúvida algo muito complexo e profundo. Engana-nos, leva-nos por caminhos desconhecidos. Mas talvez no fim seja melhor assim.

    Belo post que aqui tens :D
    Continua assim!

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  4. belo texto, gosto como encadeias as ideias e as palavras.

    quanto aquilo que me comentaste, no meu texto eu não afirmo que não há vida, aliás, eu não afirmo uma única vez que o ser humano não vive. o ser humano vive é verdade, mas para mim, viver não é apenas mexer. isso, não é viver. isto claro, na minha opinião. quando digo que não vive é no sentido de se mexer, porque interpreta a vida como o "mexer continuo do corpo" e isso, para mim, não é viver.

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